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  O pivô norte-coreano da China (Project-Syndicate 2013/7/8) - Portuguese


O pivô norte-coreano da China

Project-Syndicate Jul. 8, 2013


PEQUIM – Depois de uma Primavera de crescente tensão na Península Coreana, a
intensa actividade diplomática nas últimas semanas trouxe alguma esperança de uma
conciliação de opiniões, pelo menos entre a China, a Coreia do Sul e os Estados
Unidos. Mas o aparecimento de um consenso viável sobre como minimizar os riscos de
segurança provenientes da inconstante liderança da Coreia do Norte ainda não foi
encontrado.

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Illustration by Paul Lachine


Depois de uma reunião supostamente difícil entre o Presidente chinês Xi Jinping e
o vice-marechal Choe Ryong-hae, um dos quatro membros da presidência actual da
Coreia do Norte, a cimeira EUA-China na Califórnia teve como um dos pontos centrais
de discussão a Coreia do Norte. Esta foi rapidamente seguida por uma cimeira em
Pequim entre Xi e a Presidente sul-coreana, Park Geun-hye. O facto de Xi ter
participado nas três reuniões ressalta duas verdades: A política da China em
relação à Coreia do Norte é a chave para uma solução dos problemas colocados pela
Coreia do Norte; e a China pode procurar, de forma activa, uma nova abordagem
para o seu aliado instável.

O interesse da China numa nova política face à Coreia do Norte não é completamente
novo. Afinal de contas, a política da China em relação ao país foi seguindo
gradualmente uma direcção mais construtiva nas últimas duas décadas, reflectindo a
crescente importância internacional da China, bem como a adopção cautelosa do
papel mundial, por parte dos seus líderes, que a nova economia do seu país
possivelmente proporcionou.

No período imediatamente a seguir ao pós-Guerra Fria, a China cooperou com outras
partes interessadas no processo de resolução da primeira crise nuclear da Coreia
do Norte de 1993-1994, mas teve tendência para considerar as ambições nucleares do
Norte, principalmente como uma questão bilateral entre a Coreia do Norte e os EUA.
O Presidente Bill Clinton parecia estar de acordo e adoptou uma abordagem
bilateral para a crise nuclear, que resultou no Quadro Acordado de 1994, dos dois
países.

Mas a China aprimorou o seu papel na década de 2000. Depois de o programa de
urânio enriquecido da Coreia do Norte ter provocado outra crise no final de 2002,
o Presidente George W. Bush quis mobilizar a influência da China de um modo mais
sistemático. Mas os líderes da China recusaram, limitando gravemente o seu papel.
Embora os líderes chineses se tenham tornado mais activos, ao acolherem as
conversações a seis, ainda vêem o seu papel como o de mediador entre os EUA e o
Norte, em vez de um grupo cujos interesses de segurança foram seriamente afectados
pelos acontecimentos na Península Coreana.

Logo após o segundo teste nuclear do Norte, em 2009, as autoridades chinesas
levaram a cabo uma revisão da política do seu país face à Coreia do Norte e
decidiram separar a questão nuclear da relação bilateral total. Deste modo, o
ex-primeiro-ministro, Wen Jiabao, visitou Pyongyang, em Outubro de 2009, e
prometeu uma ajuda económica generosa. Os líderes chineses podem ter acreditado
que induzir o Norte a adoptar o modelo chinês de abertura económica criaria um
melhor ambiente político para a desnuclearização.

A consequência foi uma Coreia do Norte cada vez mais dependente economicamente da
China. Mas o grande problema foi que a liderança do Norte, ao que parece,
interpretou a política da China como um sinal de relutância para pressionar o
Norte nos assuntos nucleares. Na verdade, o comportamento da Coreia do Norte ficou
muito mais provocador, incluindo o ataque em 2010 que afundou a corveta sul-coreana
Cheonan e um outro onde a ilha sul-coreana de Yeonpyeong foi bombardeada.

Após a ronda de provocações norte-coreanas desta Primavera, Xi parece ter chegado
à conclusão de que isto já é demais. Como resultado, a política da China em relação
à Coreia do Norte entrou numa nova etapa.

As críticas de Xi às ambições nucleares do Norte tornaram-se invulgarmente públicas
e bruscas. Os líderes chineses ainda podem ver a Coreia do Norte como um Estado
estratégico de reserva, mas o status da China como potência mundial está a
incitá-los a verem o Norte numa outra perspectiva. O antigo conselheiro de Estado,
Tang Jiaxuan, até foi referido por ter dito recentemente que a desnuclearização é
agora para a China uma prioridade maior do que a estabilização da Península Coreana.

Esta abordagem deveria favorecer a estratégia global da China, que estabelece como
premissa o desejo de Xi de construir um novo tipo de relação “maior potência”
entre a China e os EUA (o governo chinês prefere “maior potência” a “grande
potência”, provavelmente com a finalidade de sublinhar a sua renúncia declarada
da ambição hegemónica). Na verdade, entre as inumeráveis questões não resolvidas
que dividem os EUA e a China, o programa nuclear da Coreia do Norte é a mais
susceptível de impedir a confiança mútua.

Se os EUA e a China pretendem evitar serem conduzidos pela Coreia do Norte numa
rota de colisão, eles provavelmente têm quatro ou cinco anos para perseguirem uma
estratégia conjunta - um calendário estabelecido com base no ponto de a Coreia
do Norte poder ter a tecnologia para carregar ogivas nucleares miniaturizadas no
cimo de mísseis de longo alcance.

À medida que o Norte se aproxima deste ponto, os EUA terão de reforçar as suas
defesas contra mísseis no Pacífico ocidental - áreas próximas da China - a fim de
deterem a ameaça norte-coreana. O resultado, invariavelmente, será a intensificação
da tensão entre a China e os EUA.

A China não tem qualquer interesse num tal resultado. Os custos a longo prazo de
um agravamento de confrontos, relacionados com a segurança, com os EUA excederiam
os benefícios tácticos a curto prazo que derivariam de continuarem a apoiar o
Norte como um Estado amortecedor, devido especialmente à relação mais intensa da
China com a Coreia do Sul. Embora a visita de Park a Pequim não tenha fechado a
fenda entre as abordagens chinesas e sul-coreanas, para a questão nuclear
norte-coreana, parece ter preparado o terreno para uma coordenação mais estreita
entre os dois governos.

Esses laços de aproximação melhorados são importantes, porque chegou o momento de
a China reequilibrar os seus interesses geoestratégicos tradicionais com o seu
papel como líder mundial. Isso exige uma política chinesa de compromisso
disciplinado em relação à Coreia do Norte, sem a qual qualquer solução coordenada
internacionalmente para o problema nuclear - e, com ela, a promessa de relações
mais produtivas com os EUA e a Coreia do Sul - será impossível.

*Source from: http://www.project-syndicate.org/commentary/waning-chinese-interest-in-supporting-north-korea-by-yoon-young-kwan/portuguese


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